quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mentiras sempre são descobertas...

Quantas vezes, me pergunto, não caí em mentiras tuas? Logo tu que parecia ser tão confiável e bom... Logo tu que dava-me todos os motivos para acreditar que as palavras que proferias eram a mais pura verdade! Maldita seja eu por ter sido tão cega. Havia de ter algo errado e tinha. Realmente tinha, mas não era algo errado em mim, não é mesmo? Toda a humilhação de me jogar aos teus pés implorando pra que me aceitasses de volta foi com alegria recebida por ti. E com que alegria, não? Com que alegria não olhaste para baixo, para o meu orgulho ferido e meu ego arruinado; com que sorriso não olhaste para mim, a pobre garota que se submeteu completamente a ti sem pestanejar, e se regozijou. E com quanta falsidade admitias que me amavas com todas as tuas forças? Quantas vezes teus princípios te impediram de mentir e de enganar-me? Quantas vezes teus princípios bateram à porta do teu coração enquanto eu deixava muito do que amava para trás para tentar ser boa o bastante para ti, e você o ignorou? E nas vezes que te sentiste culpado, o que fizeste? O QUE FIZESTE? Só enganaste-me mais e mais, fazendo-me sentir dentro de mim mesma a culpa. A culpa que alguém que não ama o suficiente sente. A culpa de estar te enganado, coisa que eu não fiz. Não tão bem quanto tu fizeste à mim. Boba sou eu por ter acreditado e me submetido a tão falso amor. Se não sentias, não dizias! Principalmente tu, que cheio de tuas regras e certezas dizias que era errado dizer sentir algo que não se sente na verdade. Sei que errei também, mas não justifica tua mentira. Não justifica tua hipocrisia. Todo o bom caráter que eu havia visto em ti ruiu no momento em que descobri tua mentira. E só posso desejar-lhe que se engula em suas mentiras e percas em seu próprio jogo. Podem ser as mais cruéis maldições, ou não, mas saiba que o ódio que está nelas te corroerá mais que as próprias maldições. As marcas de tuas mentira ficarão em mim até não se sabe quando. Espero poder superar tal desapontamento rápido, pois não vale à pena chorar sobre a mentira contada. 
- Requiem

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