segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Águas Passadas


São águas passadas, 
Lembranças tristes 
De momentos felizes
Vividos em vão.

São mentiras mascaradas,
Olhares mentirosos,
E os mais dolorosos 
Me foram os teus!

Caminho espinhento,
De dor e tortura.
E em meio à loucura
Tento caminhar.

Porém não me julgues,
Não preciso de perdão.
Não me olhes desta forma
com reprovação. 

O único erro
Que um dia cometi.
Foi crer em teus sorrisos
Ao invés de partir!
- Requiem

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um Anseio

Tudo o que eu queria era que fosse apenas um sonho. Que os gritos e as ameaças fossem imaginárias e que o motivo idiota fosse irreal. Ah, como eu queria que encontrássemos paz. Eu quero sentir paz. Um paz que seja inabalável, principalmente quando estou com você. O ser resignado pelos céus para me proteger. Porque brigamos tanto? Porque entre tantas alegrias que se passaram, hoje só consigo ver as horríveis cenas de discórdia e nossas almas alteradas a gritar e esbravejar? Eu queria te dar paz, e por isso quero partir. Quero partir para nos dar paz a uma deliciosa saudade. Uma saudade que impedirá as brigas todas as vezes que nos virmos. Uma saudade que me fará te tratar como merece e vice-e-versa. Uma paz que me faça não em alterar por motivos bobos. Ah como eu queria um milagre, um milagre que possibilitasse nossa paz sem que fosse necessária minha ida, mas talvez meu tempo por aqui já tenha se esgotado, e isso só seja mais um sinal para que eu me vá.
- Requiem

Mentiras sempre são descobertas...

Quantas vezes, me pergunto, não caí em mentiras tuas? Logo tu que parecia ser tão confiável e bom... Logo tu que dava-me todos os motivos para acreditar que as palavras que proferias eram a mais pura verdade! Maldita seja eu por ter sido tão cega. Havia de ter algo errado e tinha. Realmente tinha, mas não era algo errado em mim, não é mesmo? Toda a humilhação de me jogar aos teus pés implorando pra que me aceitasses de volta foi com alegria recebida por ti. E com que alegria, não? Com que alegria não olhaste para baixo, para o meu orgulho ferido e meu ego arruinado; com que sorriso não olhaste para mim, a pobre garota que se submeteu completamente a ti sem pestanejar, e se regozijou. E com quanta falsidade admitias que me amavas com todas as tuas forças? Quantas vezes teus princípios te impediram de mentir e de enganar-me? Quantas vezes teus princípios bateram à porta do teu coração enquanto eu deixava muito do que amava para trás para tentar ser boa o bastante para ti, e você o ignorou? E nas vezes que te sentiste culpado, o que fizeste? O QUE FIZESTE? Só enganaste-me mais e mais, fazendo-me sentir dentro de mim mesma a culpa. A culpa que alguém que não ama o suficiente sente. A culpa de estar te enganado, coisa que eu não fiz. Não tão bem quanto tu fizeste à mim. Boba sou eu por ter acreditado e me submetido a tão falso amor. Se não sentias, não dizias! Principalmente tu, que cheio de tuas regras e certezas dizias que era errado dizer sentir algo que não se sente na verdade. Sei que errei também, mas não justifica tua mentira. Não justifica tua hipocrisia. Todo o bom caráter que eu havia visto em ti ruiu no momento em que descobri tua mentira. E só posso desejar-lhe que se engula em suas mentiras e percas em seu próprio jogo. Podem ser as mais cruéis maldições, ou não, mas saiba que o ódio que está nelas te corroerá mais que as próprias maldições. As marcas de tuas mentira ficarão em mim até não se sabe quando. Espero poder superar tal desapontamento rápido, pois não vale à pena chorar sobre a mentira contada. 
- Requiem