domingo, 6 de janeiro de 2013

Namore uma garota que lê!


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos. Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas. Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro. Compre para ela outra xícara de café. Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice. É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa. É que ela tem que arriscar, de alguma forma. Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois. Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo. Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, são mesmo. Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype. Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas. Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê. Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico Tradução e adaptação – Gabriela Ventura Fonte: Arquivos Olimpianos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Surto Poético

Inspiração que vem e vai, enquanto num piscar de olhos, uma página vazia se torna cheia. Cheia de imagens, de expressões pessoais de mundos que não me interessam e nada me acrescentam. Cheia de pessoas, pessoas essas que não sofrem de nada além do narcisismo crônico. Generalização cruel talvez, mas prefiro que me espantem a que me decepcionem. Decepção; palavra forte que vive na boca de todo mundo e que tem mais significado que qualquer outra pseudo poesia que ouço no rádio. Poesias que fazem tanto sentido quando um hino nacional sensacionalista e que mesmo tendo tantas estrofes não nos passa algo muito grandioso em sua letra. Grandioso, feitos grandiosos viraram tão clichê que já não sei se tamanho importa, se é que um dia importou. Confusão enfiada na cabeça teimosa de um ser humano que não consegue manter a boca fechada, fala muito, mas não diz nada assim como grande parte de seus parentes humanos. Humanos, que com toda sua superioridade e capacidade se tornaram animais cruéis e sem escrúpulos. Cérebro, pra que essa massa existe? Com tanta gente que reclama do excesso de quilos, mas não o usa, podia retirá-lo e fazer as pazes com a balança já que a mesma não lhe faz um questionário com perguntas pertinentes. Perguntas; cada vez mais inesperadas e impensadas que podem enrubescer a face de qualquer um. Discernimento, pra quê? Liberdade de expressão é falar o que quer ou o que pensa? Acredite ou não, mas há uma grande diferença entre uma coisa e outra. Acreditar. No que acreditar, acreditar em quê? Tantas teorias sobre coisas idiotas, mas que prendem mais a atenção que um bom livro, mas que não servem pra nada além de encher nossos cérebros com indagações e mais indagações e tirar-nos a concentração do que realmente importa, mas o que realmente importa? Num mundo tão relativo, será que há uma verdade absoluta? Acho que depende do ponto de vista.
- Requiem

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Falta Você...

Eu sinto tanto a sua falta… Passar alguns mínimos dias sem você, sem falar com você, sem ao menos conseguir te mandar uma mensagem de oi, é doloroso. Cada segundo parece um século enquanto espero uma resposta; um olá, mesmo sabendo que provavelmente estarei numa correria enorme e não poderei te responder. Porque será que é assim? Porque será que dói tanto? A resposta, ao mesmo tempo que parece óbvia, parece errada. Se isso tudo é porque te amo, porque a esperança continua indo embora? Dizem que no amor verdadeiro tudo é bom, então seria isso um amor de meia verdade? Bom, não me importa isso agora. Tudo que me importa é você. É te ver, falar com você, ouvir a sua voz doce depois de tanto tempo. Ah, como eu queria que você fosse meu vizinho… Eu te veria todos os dias, te abraçaria todos os dias, te beijaria todos os dias… Por enquanto eu apenas te amo todos os dias. Digo “apenas” como se amar fosse pouco; mas com toda a certeza não é tudo. Enfim, deixe que as horas passem e deixe que as folhas amarelem e caiam ao chão. Deixe que os pássaros voem rumo ao sul novamente, e deixe que tudo floresça e dê frutos. Deixe que o forte sol volte a queimar minha pele. Deixe que os anos passem, não me importa. Mas não deixe que passe o nosso amor. Quero que, mesmo após 50 anos, eu possa ter a mesma ansiedade por você como tenho agora em minha juventude. Pode haver distância, mas é fato que um dia; um belo dia, não haverá mais.
- Requiem

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Águas Passadas


São águas passadas, 
Lembranças tristes 
De momentos felizes
Vividos em vão.

São mentiras mascaradas,
Olhares mentirosos,
E os mais dolorosos 
Me foram os teus!

Caminho espinhento,
De dor e tortura.
E em meio à loucura
Tento caminhar.

Porém não me julgues,
Não preciso de perdão.
Não me olhes desta forma
com reprovação. 

O único erro
Que um dia cometi.
Foi crer em teus sorrisos
Ao invés de partir!
- Requiem

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um Anseio

Tudo o que eu queria era que fosse apenas um sonho. Que os gritos e as ameaças fossem imaginárias e que o motivo idiota fosse irreal. Ah, como eu queria que encontrássemos paz. Eu quero sentir paz. Um paz que seja inabalável, principalmente quando estou com você. O ser resignado pelos céus para me proteger. Porque brigamos tanto? Porque entre tantas alegrias que se passaram, hoje só consigo ver as horríveis cenas de discórdia e nossas almas alteradas a gritar e esbravejar? Eu queria te dar paz, e por isso quero partir. Quero partir para nos dar paz a uma deliciosa saudade. Uma saudade que impedirá as brigas todas as vezes que nos virmos. Uma saudade que me fará te tratar como merece e vice-e-versa. Uma paz que me faça não em alterar por motivos bobos. Ah como eu queria um milagre, um milagre que possibilitasse nossa paz sem que fosse necessária minha ida, mas talvez meu tempo por aqui já tenha se esgotado, e isso só seja mais um sinal para que eu me vá.
- Requiem

Mentiras sempre são descobertas...

Quantas vezes, me pergunto, não caí em mentiras tuas? Logo tu que parecia ser tão confiável e bom... Logo tu que dava-me todos os motivos para acreditar que as palavras que proferias eram a mais pura verdade! Maldita seja eu por ter sido tão cega. Havia de ter algo errado e tinha. Realmente tinha, mas não era algo errado em mim, não é mesmo? Toda a humilhação de me jogar aos teus pés implorando pra que me aceitasses de volta foi com alegria recebida por ti. E com que alegria, não? Com que alegria não olhaste para baixo, para o meu orgulho ferido e meu ego arruinado; com que sorriso não olhaste para mim, a pobre garota que se submeteu completamente a ti sem pestanejar, e se regozijou. E com quanta falsidade admitias que me amavas com todas as tuas forças? Quantas vezes teus princípios te impediram de mentir e de enganar-me? Quantas vezes teus princípios bateram à porta do teu coração enquanto eu deixava muito do que amava para trás para tentar ser boa o bastante para ti, e você o ignorou? E nas vezes que te sentiste culpado, o que fizeste? O QUE FIZESTE? Só enganaste-me mais e mais, fazendo-me sentir dentro de mim mesma a culpa. A culpa que alguém que não ama o suficiente sente. A culpa de estar te enganado, coisa que eu não fiz. Não tão bem quanto tu fizeste à mim. Boba sou eu por ter acreditado e me submetido a tão falso amor. Se não sentias, não dizias! Principalmente tu, que cheio de tuas regras e certezas dizias que era errado dizer sentir algo que não se sente na verdade. Sei que errei também, mas não justifica tua mentira. Não justifica tua hipocrisia. Todo o bom caráter que eu havia visto em ti ruiu no momento em que descobri tua mentira. E só posso desejar-lhe que se engula em suas mentiras e percas em seu próprio jogo. Podem ser as mais cruéis maldições, ou não, mas saiba que o ódio que está nelas te corroerá mais que as próprias maldições. As marcas de tuas mentira ficarão em mim até não se sabe quando. Espero poder superar tal desapontamento rápido, pois não vale à pena chorar sobre a mentira contada. 
- Requiem

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nunca foi amor!

Desculpa, mas pro amor não existe medo, não existe distancia e nem fronteira. Amar é saber que é vagabundo, mas ter culhão pra ir até os pais da garota que você ama, sabendo que é provável que não te aceitem, e dizer a eles "Eu a Amo". Se você ama, isso é pouco. Não é preciso tomar coragem, ela ja vem em você. Quando você ama você não desiste tão fácil, não esquece fácil, e não se amedronta fácil. Quando se ama não há receio. Se há medo, receio ou vergonha, NUNCA FOI AMOR.
- Requiem

segunda-feira, 16 de julho de 2012

You and I... We Were Born To Die


Melhor Sombria que Sofrendo


  • Ele: ‎"Como você tá?"
  • Ela: "Sombria."
  • Ele: "E isso é lá um sentimento?"
  • Ela: "Não sei, mas eu to sentindo isso agora."
  • Ele: "E o que vai fazer a respeito?"
  • Ela: "Curtir."
  • Ele: "Curtir? Você é louca?"
  • Ela: "Não, mas é melhor curtir ser sombria do que preferir ser sentimental e viver sofrendo. É como uma anestesia."

Alma que sofre

"As linhas se romperam. Os milhares de pontos já não ligam as bordas dos profundos cortes e ferimentos no meu peito. Todas as lembranças ruins e sofrimentos irrompem a superfície de minha alma sem motivo aparente. Não há agora corte nos pulsos que doa o bastante para aliviar a dor da alma, por isso já nem vale a pena tentar. É como se não houvesse nada dentro de mim, me sinto vazia e só. E mesmo sem eu levar a sério a opção de acabar com a minha vida, eu não sinto mais vontade de viver."
- Requiem

A Esquizofrênica


Essa talvez seja minha última carta sã. Ariel está aqui. Posso senti-lo aqui. Ai! Que dor de cabeça! Ele não parece querer ir embora. Ele quer controlar minha mente por inteiro. Os homens! Os homens que o seguem ficam me dizendo pra fazer coisas ruins, mas eu não quero! Isso dói! Eu quero paz!
Não! Não! Eu não vou me matar, Ariel! Tem que haver outro jeito de tirar você de mim! Ah! Ariel! Para! Isso dói! Sai da minha cabeça! Sai desse quarto! Não, Ariel! Eu não vou pegar aquela faca! Ah! Ariel! Porque você está fazendo isso? Está sangrando! Seus homens! Aqueles demônios! Faça-os para de falar, Ariel! Por favor! Ariel! Ah! Ta doendo! Isso é tortura! Não, por favor! Não me mata! Ah! Isso dói! Dói! Ah! Ariel! As coisas estão ficando escuras! Ariel, o que você fez? Eu estou sentindo o sangue escorrer! Ariel! O que fez comigo? O que fez?! Socorro! Socorro! Socorro! Socor…
Ariel, minha voz está ficando fraca! Não consigo respirar! Ariel! Eu te odeio! Eu nun… Nunca vou. Te perdoar! Eu… Te ode..io! Eu…
- The Schizophrenic

Você vai, mas seu sorriso fica

Pois é. Passou tão rápido não? O tempo nunca se atrasa. E agora estamos mais uma vez na situação que eu mais odeio: O fim. O fim de uma época, uma época boa. Te ver indo embora me dá pontadas enormes no coração. Dói te ver dando cada vez um passo para mais longe. Um passo para mais perto do seu sonho, mas um passo para longe de mim. Eu estou à cada segundo aproximadamente quarenta centímetros mais longe dos teus sorrisos, das suas palavras, do teu abraço. Sua ocitocina toda me fará muita falta. Já posso quase sentir sua falta. Te ver saindo sempre foi desanimador pra mim, mas me acalmava saber que no fim do dia você estaria de volta. Mas dessa vez é diferente. É permanente. E cá estou sem conseguir te impedir de ir, sem conseguir chorar e implorar que não me abandone. Sem conseguir dizer um "Eu te amo" convincente o bastante pra que te impeça. Portanto só peço que não me esqueça. Não se esqueça da pequena que não existe. Não se esqueça do meu abraço, não se esqueça da minha voz e nem do meu olhar. Eu sei que seus sorrisos estarão pra sempre gravados em mim. Pode ir, vá logo! Mas me prometa que estará pensando em mim. 
- Requiem